Marinor apela ao governo do estado por medidas de proteção ambiental aos povos tradicionais da Amazônia paraense
Pesquisa recente feita pela Fundação Fiocruz revelou dados alarmantes em três aldeias da terra indígena Munduruku, no Pará. Segundo o estudo, a cada 10 indígenas, 6 apresentam concentrações de mercúrio em níveis acima do limite considerado seguro por agências internacionais. De acordo com a Fiocruz, estes níveis de contaminação estão relacionados com o avanço do garimpo ilegal nas terras indígenas do povo Munduruku, e, em casos mais avançados, podem provocar problemas respiratórios, renais e atacar principalmente o sistema nervoso, causando problemas na fala e de coordenação motora.
Frente a estas informações, a deputada Marinor Brito (PSOL), titular da Comissão de Meio Ambiente da Alepa, destacou a ampla cobertura do caso, e a necessidade de se tomar atitudes quanto a isso. “São dados que tiveram repercussão estadual e nacional, e que são denunciados historicamente, inclusive na própria Alepa na legislatura passada, com a CPI presidida pelo deputado Carlos Bordalo (PT), que investigou a Hydro, e pela Comissão Externa de Barragens presidida por mim, e que não podem ser ignorados. A contaminação afeta todos os níveis daquela população, da água em que se banham aos peixes dos quais se alimentam. A vida das nossas populações originárias não pode valer menos que o lucro obtido por poucos”, comentou.
Em seu pronunciamento, a deputada psolista também apelou ao governo do estado que tome medidas contra a contínua exploração dos recursos do território amazônico no Pará. “É preciso que haja condições para garantir a preservação do nosso território e de nossas riquezas naturais. O governo do estado precisa ter uma postura rígida e fiscalizadora para coibir e punir este verdadeiro crime contra o meio ambiente e o povo amazônico, e se colocar em defesa aos ataques da exploração ilegal dos recursos amazônicos, e que tenha como meta a proteção da Amazônia, das nossas riquezas e, sobretudo, das nossas populações indígenas e quilombolas. A proteção do meio ambiente e do nosso povo deve ser prioridade!”
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